Caldeirões da ciência

 Durante muito tempo, mulheres que sabiam usar plantas medicinais eram chamadas de “bruxas”. Mas, na verdade, elas eram pessoas atentas à natureza, que aprendiam com a experiência como cuidar da saúde usando o que tinham ao seu redor. Elas observavam, testavam e passavam esse conhecimento de geração em geração.

Um dos segredos desses preparos está no uso do calor, que ajuda a tirar das plantas aquilo que faz bem para o corpo.

Existem duas formas bem conhecidas de fazer isso: a infusão e a decocção.

A infusão é como quando fazemos um chá em casa. A gente esquenta a água, desliga o fogo e coloca folhas ou flores da planta. Depois, é só esperar um pouco para que a água “puxe” as propriedades da planta.

Já a decocção é um pouco diferente. Ela é usada para partes mais duras, como raízes, cascas e sementes. Nesse caso, a planta vai junto com a água ao fogo e precisa ferver por alguns minutos para liberar melhor suas substâncias.

Percebe como isso tudo exige atenção e conhecimento? O que antes era chamado de “bruxaria” era, na verdade, uma forma de ciência feita no dia a dia, com observação, prática e muito aprendizado.



Origem da palavra bruxa e construção do preconceito com mulheres matemáticas e cientistas

 A palavra “bruxa” surgiu há muito tempo na Europa e era usada para falar de pessoas ligadas a coisas consideradas mágicas ou desconhecidas. Com o passar do tempo, essa palavra passou a ser usada principalmente para julgar e perseguir mulheres, muitas vezes só porque elas eram diferentes, independentes ou tinham conhecimentos sobre plantas e cuidados com a saúde.

Ao longo da história, mulheres que estudavam matemática, astronomia e outras áreas da ciência também sofreram preconceito. Como quase ninguém esperava ver mulheres estudando, muita gente achava isso estranho. Por isso, as ideias dessas mulheres eram ignoradas ou vistas de forma negativa.

Hoje sabemos que isso não era justo. Essas mulheres estavam apenas aprendendo, pesquisando e ajudando a desenvolver a ciência. Por isso, é importante valorizar suas histórias e garantir que todas as meninas possam estudar e seguir seus sonhos.



Hipátia de Alexandria e Maria Gaetana Agnesi - Mulheres Matemáticas que foram chamadas de Bruxas

Antes chamadas de “bruxas”, hoje reconhecidas como cientistas


Ao longo da história, muitas mulheres que buscavam o conhecimento foram vistas com desconfiança e até perseguidas. Seus estudos, ideias e descobertas eram, muitas vezes, tratados como algo estranho ou proibido. Hipátia de Alexandria, por exemplo, foi uma grande matemática e filósofa da Antiguidade, respeitada por seus ensinamentos, mas também vítima da intolerância por ser uma mulher que se dedicava à ciência.

Hipátia de Alexandria
Nascimento: 351 (ou 370) - Morte: 415

Séculos depois, Maria Gaetana Agnesi, uma importante matemática italiana, teve seu trabalho marcado por um curioso episódio: uma curva que estudou ficou conhecida como “bruxa de Agnesi”, devido a um erro de tradução. Na verdade, seu trabalho representava conhecimento matemático avançado, mas o nome acabou reforçando estereótipos da época.

Maria Gaetana Agnesi 
Nascimento: 1718 - Morte: 1799

Essas histórias mostram que o que antes era chamado de “bruxaria” muitas vezes era, na verdade, ciência, inteligência e coragem. Hoje, reconhecemos a importância dessas mulheres e entendemos que o conhecimento não tem gênero — ele deve ser valorizado, compartilhado e respeitado.

Rotação por Estações sobre números inteiros


PRÁTICA PEDAGÓGICA COM METODOLOGIA ATIVA: Rotação por Estações. TEMA: Introdução aos Números Inteiros

Autores:
Elcielle Bonomo e estudantes do PIBID CEUNES / UFES 2025-26

Turma, etapa de ensino e componente curricular:
Turma: 7º ano do Ensino Fundamental
Etapa de ensino: Ensino Fundamental – Anos Finais
Componente curricular: Matemática

Objetos de conhecimento abordados:

  • Números inteiros: positivos, negativos e zero.

  • Representação e localização de números inteiros na reta numérica.

  • Comparação e ordenação de números inteiros.

  • Situações-problema envolvendo números inteiros no cotidiano.

Objetivo da prática: Promover a compreensão do conceito de números inteiros, identificando números positivos, negativos e o zero, bem como sua aplicação em situações do cotidiano. Além disso, busca-se desenvolver a capacidade de comparar e localizar números inteiros na reta numérica, estimulando a autonomia, a colaboração e o protagonismo dos estudantes no processo de aprendizagem.

Metodologia inovadora para o desenvolvimento da prática: A prática foi desenvolvida por meio da metodologia ativa Rotação por Estações, que organiza a sala de aula em diferentes espaços de aprendizagem, nos quais os estudantes realizam atividades variadas de forma colaborativa. Cada estação apresenta uma abordagem distinta do conteúdo (vídeo explicativo, jogo, resolução de atividades e produção maker), permitindo múltiplas formas de interação com o conhecimento. Essa estratégia favorece a aprendizagem significativa, a participação ativa dos alunos e o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais.

Recursos utilizados:

  • Laboratório de informática ou sala com espaço para organização das estações;

  • Televisão com tela interativa;

  • Vídeo educativo sobre números inteiros (Telecurso – Matemática – Aula 58);

  • Atividades da Rotina Pedagógica da SEDU;

  • Materiais de papelaria: marca-páginas xerocopiados, canetinhas, tesoura e régua;

  • Cronômetro para controle do tempo de rotação entre as estações.

Expectativas de aprendizagem: Espera-se que os estudantes sejam capazes de compreender o conceito de números inteiros, reconhecer a presença de números negativos em diferentes contextos do cotidiano e realizar comparações entre números inteiros. Além disso, espera-se que desenvolvam maior autonomia na realização das atividades, ampliem a capacidade de trabalho colaborativo e organizem visualmente o conhecimento por meio da produção de um material de estudo.

Organização da turma

A turma é dividida em quatro grupos de tamanho semelhante. Em seguida, os estudantes são direcionados ao laboratório ou espaço previamente organizado com as quatro estações de aprendizagem. Cada grupo inicia em uma estação diferente e permanece nela por aproximadamente 15 a 20 minutos, realizando posteriormente a rotação ao sinal do cronômetro.

Estação 1 – Vídeo (Aprendizagem guiada)

Os estudantes assistem a um trecho do vídeo “O que são números inteiros” (Telecurso – Ensino Fundamental – Matemática – Aula 58). Após a exibição, respondem a questões orientadoras sobre o conceito de números inteiros, exemplos de números negativos no cotidiano e comparação entre números inteiros.

 

Estação 2 – Jogo (RPG Matemático)

Nesta estação, os alunos participam de uma atividade lúdica baseada em um jogo de RPG matemático, no qual enfrentam situações de ganhos (+) e perdas (–). O objetivo é compreender o significado dos números inteiros em contextos de variação e calcular o saldo final obtido pelo grupo.


Estação 3 – Resolução de atividades

Os estudantes resolvem atividades de fixação retiradas da Rotina Pedagógica da SEDU, envolvendo comparação, ordenação e interpretação de números inteiros em diferentes situações-problema.


     
   

Estação 4 – Maker (produção de marca-página)

Os alunos produzem um marca-páginas temático contendo um mapa mental sobre números inteiros. Utilizando o material disponibilizado, completam informações essenciais sobre o conteúdo, organizam visualmente o conhecimento e personalizam o material, que posteriormente poderá ser utilizado como recurso de estudo.

  

Avaliação formativa e socialização final

A avaliação ocorre de forma contínua, considerando a participação dos estudantes nas estações, a resolução das atividades propostas, as discussões realizadas em grupo e o produto final desenvolvido na estação maker. Ao final da aula, realiza-se um momento coletivo de discussão, retomando o conceito de números inteiros e sua aplicação no cotidiano, por meio de perguntas orientadoras, como a comparação entre números negativos e exemplos de situações práticas em que esses números são utilizados

 








Como Ressignificar Práticas Pedagógicas em Matemática?

De que forma as práticas pedagógicas em Matemática podem ser ressignificadas para garantir a recomposição das aprendizagens e, consequentemente, a melhoria do desempenho dos estudantes nas avaliações e no processo de aprendizagem?



1. Diagnóstico e monitoramento contínuo das aprendizagens

  • Avaliações diagnósticas frequentes ajudam a identificar lacunas e orientar a prática docente.

  • Mapeamento de habilidades essenciais permite priorizar conteúdos fundamentais que servem de base para novos aprendizados.

  • Uso de instrumentos variados de avaliação, como provas, atividades lúdicas e projetos, contribui para um diagnóstico mais completo.


2. Ensino por competências e habilidades

  • Utilizar a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) como referência para desenvolver competências matemáticas por meio de situações-problema reais.

  • Trabalhar habilidades de forma espiralada, retomando-as em diferentes contextos e níveis de profundidade.


3. Metodologias ativas e aprendizagem significativa

  • Resolução de problemas como eixo central da aprendizagem matemática.

  • Aplicação de jogos matemáticos, projetos interdisciplinares e uso de tecnologias digitais para tornar o conteúdo mais atrativo e próximo da realidade do aluno.

  • Incentivo ao trabalho colaborativo, com grupos heterogêneos que favoreçam a troca de saberes e a construção coletiva do conhecimento.


4. Diferenciação pedagógica e flexibilização

  • Planejamento com foco em percursos personalizados de aprendizagem, oferecendo diferentes estratégias e recursos de acordo com o nível de cada aluno.

  • Utilização de tutorias, grupos de reforço ou monitorias como apoio extra para estudantes com maior defasagem.


5. Formação continuada e colaborativa dos professores

  • Investimento em formação docente voltada para práticas inovadoras, uso de recursos digitais e estratégias de ensino focadas na recomposição.

  • Comunidades de aprendizagem entre professores, para troca de experiências e materiais.


6. Integração com as avaliações externas

  • Análise criteriosa de resultados de avaliações como SAEB, ANA, Prova Brasil, etc., para entender padrões de desempenho e dificuldades recorrentes.

  • Simulados e atividades preparatórias integradas ao currículo, evitando práticas meramente treinadoras.


7. Fortalecimento da relação escola-família

  • Envolver as famílias no processo de recomposição, por meio de orientações claras sobre como apoiar os filhos no estudo da Matemática em casa.

  • Incentivo ao desenvolvimento da autonomia e responsabilidade do estudante no processo de aprendizagem.


8. Criação de uma cultura de valorização da Matemática

  • Promover feiras de Matemática, olimpíadas, desafios e exposições, que mostrem o valor prático e cultural da disciplina.

  • Combater a ideia de que "Matemática é só para alguns", promovendo uma visão inclusiva e acessível da disciplina.


Conclusão

Ressignificar as práticas pedagógicas em Matemática exige um olhar sensível às necessidades reais dos estudantes e o uso de estratégias didáticas que priorizem o engajamento, a contextualização, a personalização e o desenvolvimento de competências. Com isso, é possível não apenas recompor aprendizagens perdidas, mas também construir uma base sólida para o sucesso contínuo dos estudantes.

Filme Mãos Talentosas na Educação




Plano de Aula – Equidade Racial a partir do Filme Mãos Talentosas

Turma: 7ª série do Ensino Fundamental
Tempo estimado: 2 a 3 aulas (50 min cada)
Professoras responsáveis: Adriana, Denise, Elcielle e Luciano


1. Conteúdo

  • Relações étnico-raciais na sociedade.

  • Racismo, preconceito e desigualdade social.

  • Equidade racial e valorização das potencialidades individuais.

  • Diversidade profissional e projetos de vida.




2. Objetivos

Geral:
Refletir criticamente sobre a equidade racial a partir do filme Mãos Talentosas, reconhecendo barreiras sociais e valorizando potencialidades individuais e coletivas.



Específicos:

  • Identificar situações de racismo e desigualdade social.

  • Diferenciar igualdade e equidade em diferentes contextos.

  • Valorizar a diversidade cultural e profissional.

  • Desenvolver empatia, respeito e compromisso com a inclusão.

  • Relacionar aprendizagens com o próprio projeto de vida.




3. Metodologias Ativas Utilizadas

  • Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP): elaboração e socialização das maquetes sobre profissões, conectando o tema ao projeto de vida.

  • Aprendizagem Dialógica: roda de conversa (tertúlia) mediada, com escuta ativa e construção coletiva.

  • Aprendizagem Colaborativa: interação em grupo tanto no debate quanto nas produções criativas.

  • Educação para Projetos de Vida: conexão entre a trajetória de Ben Carson e os sonhos profissionais dos estudantes.




4. Etapas da Aula

  1. Sensibilização: contextualização sobre racismo estrutural e equidade racial.

  2. Exibição do filme: Mãos Talentosas, com orientação para observar barreiras e conquistas.

  3. Tertúlia Dialógica: roda de conversa a partir de perguntas norteadoras sobre racismo, superação e equidade.

  4. Produção Criativa (ABP): construção de maquetes sobre profissões e sonhos futuros.

  5. Socialização: exposição dos trabalhos e reflexão final coletiva sobre diversidade, inclusão e valorização das potencialidades.




5. Recursos

  • Filme Mãos Talentosas (mídia digital).

  • Projetor/multimídia e sistema de som.

  • Materiais para maquetes (papelão, massinha de modelar, cartolina, tintas, cola, tesoura, etc.).

  • Perguntas norteadoras para mediação.




6. Avaliação

  • Participação ativa na roda de conversa.

  • Clareza e criticidade nas reflexões sobre equidade racial.

  • Criatividade e envolvimento na produção das maquetes.

  • Atitudes de empatia, respeito e colaboração.




7. Expectativas de Aprendizagem

  • Reconhecer impactos do racismo e da desigualdade social.

  • Compreender e diferenciar igualdade e equidade.

  • Desenvolver atitudes de respeito, empatia e valorização da diversidade.

  • Relacionar potencialidades individuais e sonhos profissionais ao próprio projeto de vida.







 



ATIVIDADES DE REVISÃO

 


EEEFM SANTO ANTÔNIO

Disciplina: MATEMÁTICA

Prof.ª: ELCIELLE

Série : 1ª

Turma:

Nome:

Valor:

Nota:


OBJETOS DE CONHECIMENTO: D033_M Identificar a localização de números irracionais na reta numérica. D039_M Utilizar proporcionalidade entre duas grandezas na resolução de problema. D071_M Analisar crescimento/ decrescimento, zeros de funções reais apresentadas em gráficos. D078_M Corresponder uma função polinomial do 1º grau a seu gráfico. D086_M Reconhecer expressão algébrica que representa uma função a partir de uma tabela. D087_M Resolver problema envolvendo equação do 2º grau. D096_M Utilizar propriedades de progressões aritméticas na resolução de problemas.

Leia o texto abaixo com atenção e resolva os exercícios propostos. Realize todos os cálculos ou justifique o raciocínio utilizado:

 1ª QUESTÃO

João é motorista de aplicativo. Ele tem uma meta diária de corridas para receber um valor fixo. Se fizer mais corridas além da meta, ele ganha um valor extra proporcional à quantidade de corridas extras. João ganhou R$ 30,00 de valor extra ao fazer 6 corridas além da meta em um dia. Qual será o valor extra que João receberá ao fazer 7 corridas a mais em um dia?

 







 

2ª QUESTÃO

Ana trabalha como professora particular. Ela recebe um pagamento fixo por um número determinado de aulas dadas na semana. Para cada aula adicional, Ana recebe um valor extra proporcional à quantidade de aulas extras. Ana recebeu R$ 54,00 a mais ao dar 6 aulas a mais em uma semana. Quanto Ana receberá a mais se der 10 aulas extras em uma semana?

 

 

 

3ª QUESTÃO

Durante a construção de um sistema de coleta de água da chuva em uma comunidade, foi instalado um encanamento simples utilizando tubos de PVC reciclados. A equipe observou que, com 4 tubos funcionando simultaneamente (todos iguais e conduzindo a mesma quantidade de água por hora), o reservatório é preenchido em 8 horas. Antes de finalizar a instalação, será feito um teste com mais 4 tubos, idênticos aos anteriores, todos funcionando juntos. Qual será o tempo necessário, em horas, para encher o reservatório durante esse teste?

 

 

4ª QUESTÃO

Lorena e Anna são irmãs. Lorena tem um determinado dinheiro guardado no banco, e Anna tem o quadrado da quantidade de Lorena. A soma do dinheiro das duas irmãs é igual a 30. Qual é o dinheiro de Lorena? Dica: Dinheiro de Lorena = x e o dinheiro de Anna = x²

 


Caldeirões da ciência

 Durante muito tempo, mulheres que sabiam usar plantas medicinais eram chamadas de “bruxas”. Mas, na verdade, elas eram pessoas atentas à na...